14/04/2008
A tal sazonalidade



Domingo fui a Campos do Jordão. Não costumo subir a serra fora do inverno, mas por questões familiares enfrentei 320 quilômetros de estrada, entre ida e volta no mesmo dia. Acostumada a não ter onde estacionar, de mal poder circular pelas ruas de tanta gente e ter de aguardar horas na fila para almoçar, fui surpreendida com uma cidade pacata e típica do interior. Apesar do céu azul, sem nenhuma nuvem, o outono dava o ar da graça com muitas folhas pelo chão e termômetros na casa dos 16º. O clima era o mesmo, o movimento não. Foi duro encontrar um restaurante aberto, os poucos que se aventuravam atendiam uma mesa aqui outra acolá. O movimento, com certeza, não pagava o salário dos garçons que bocejavam por falta de trabalho.
Fica difícil entender como empresários que investem quantias altíssimas e disputam o metro quadrado da cidade a peso de ouro no inverno, conseguem sobreviver nas demais estações. Todas as cartilhas de empreendedorismo dizem que é preciso trabalhar sério para enfrentar a sazonalidade. Mas, mesmo como muito trabalho, equilibrar as finanças fora da alta temporada é coisa para mágico. Será que o caminho para reverter esse tipo de situação não seria estimular outro tipo de turismo que não apenas o ligado ao frio? Com tantas trilhas, bosques, cachoeiras e rios, incentivar a prática de esportes de aventura e de eventos off road talvez aumentasse o fluxo de pessoas e, consequentemente, garantiria a sobrevivência de dezenas de pequenos negócios. Vale à pena pensar!!!

Katia Simões
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15/04/2008
Artesanato agora também on-line

Para achar aquelas peças artesanais lindíssimas você precisa ir até aquela galeria especializada, freqüentar alguma feira ou um ateliê, certo? Não mais. Que tal encontrá-las aí mesmo, na frente de seu computador? Foi lançado o primeiro site de venda de artesanato brasileiro, o www.elo7.com.br. Juliano Ipolito, seu fundador, acredita que a principal vantagem do negócio é o longo alcance que a internet permite. Com o site artistas, designers, estilistas e artesãos desconhecidos podem expor seu trabalho único e têm a chance de vender seus produtos em qualquer parte do país, sem precisar de muito conhecimento tecnológico. Isto porque ele utiliza a própria estrutura do site para personalizar sua loja virtual, sem se preocupar muito com a manutenção e sistemas de pagamento.

Algumas peças em exposição no site
Isso tem custo, claro. A partir de 10 produtos, há cobrança de uma anualidade de R$ 49,90 e uma comissão de 5% do valor do produto em caso de pagamento por boleto. Alguns sites internacionais com a mesma proposta são bem sucedidos, os europeus www.dawanda.com e www.shopwindoz.com e o americano www.etsy.com, mas não atendem ao mercado brasileiro. Se isso vai dar certo por aqui ainda não dá para saber com tão pouco tempo de existência. Mas o site, que está no ar desde março, já possui 300 artesãos cadastrados e só no primeiro mês recebeu 1500 visitas por dia, tudo isso apenas pelo boca-a-boca. A virtualização do que é tradicionalmente de atendimento pessoal se tornará um novo nicho de negócios de sucesso? Veremos com o tempo.

Bruna Borges
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16/04/2008
Xô cigarro!



O conceito de hotel 100% não fumante está prestes a ganhar mais espaço no Brasil. No final do ano passado, a rede Íbis fez uma faxina geral em três de suas unidades para eliminar qualquer vestígio de cigarro – uma em São Paulo, outra em Curitiba e a terceira em Vitória. Carpetes, cortinas, colchas e travesseiros de todos os quartos foram lavados. Corredores e áreas como restaurantes e lobbies também passaram por uma limpeza especial. Logo depois uma unidade foi inaugurada no Rio de Janeiro já seguindo o conceito de só aceitar hóspedes não fumantes. Agora a rede anuncia que daqui a pouco será a vez de São José dos Campos, no interior de São Paulo, abrigar o próximo hotel 100% smoke-free.
Eu não sou uma militante anti-tabagismo. Quando pedem para fumar no meu carro, não faço cara feia. Apenas abro o vidro. Mas, convenhamos, não é nada agradável após um longo dia de viagem a trabalho chegar ao hotel e se deparar com um ambiente impregnado de cheiro de cigarro. Acredito que mesmo quem esteja viajando a turismo não fique contente com a surpresa.
O Íbis pretende ter pelo menos uma unidade exclusiva para não fumantes nas cidades onde possui mais de um hotel. Para pequenos hotéis ou pousadas não vejo sentido banir o cigarro em toda a sua estrutura. Na prática é inviável. Mas fica aqui a sugestão para serem radicais na proibição do cigarro nos quartos destinados a não fumantes, assim como nas áreas comuns. Não por uma questão ideológica, mas simplesmente porque essa é uma demanda – real – de uma parcela significativa dos consumidores. Afinal, mesmo entre os fumantes é fácil encontrar quem se incomode com o odor do cigarro. Ainda não se convenceu? Dados do próprio Íbis, que começou a iniciativa na França e depois a levou a Portugal, mostram que nos hotéis que eliminaram o fumo o aumento na ocupação chegou em alguns casos a cerca de 20%. Vale a pena parar para pensar, não?

Silvana Mautone
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18/04/2008
Sob pressão



Você já ouviu falar da Síndrome de Burnout? É um transtorno psicológico ligado ao ambiente de trabalho. Em geral, costuma aparecer em pessoas excessivamente críticas, muito exigentes consigo mesmas e com os outros e que têm maior dificuldade para lidar com situações difíceis. Os sintomas dessa síndrome se dão em um comportamento agressivo e irritadiço, o que resulta em exaustão e falta de motivação para fazer qualquer coisa durante o dia. Não há dados sobre a incidência da Síndrome de Burnout no Brasil, mas os consultórios médicos e psicológicos registram um aumento do número de pacientes com relatos de sintomas típicos da síndrome. Ela afeta especialmente os profissionais que lidam com pressão intensas no dia-a-dia. Bom, aí você deve estar pensando: todos nós, não? De acordo com algumas pesquisas, as áreas mais estressantes e propícias para desenvolver essa síndrome são: tecnologia, medicina, engenharia, vendas e marketing, recursos humanos, operações e produção. E, como todos nós sabemos, os ambientes corporativos estimulam, de alguma maneira, esse tipo de comportamento entre os profissionais, criando condições que podem predispor ao adoecimento e, na seqüência direta, em licenças médicas e eventuais afastamentos por longos períodos. O que há de fazer para que isso não contamine sua empresa? Saber estabelecer metas e saber cobrá-las mas, ao mesmo tempo, dar prazos para essas metas. Não entrar em ritmo de cobrança do dia para a noite, pois lembre-se que há pessoas que trabalham com você. E cada um tem seu limite.

Viviane Maia
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22/04/2008
Marcas valiosas

Apesar de intangível, as marcas são os ativos mais importantes de muitas companhias. O conceito por trás de uma boa marca leva consumidores não apenas a escolherem seus produtos e serviços prediletos, mas também os torna fiéis às empresas. Que o digam os acionistas do Google, considerada a marca mais poderosa e valiosa do mundo pelo ranking Brandz, da consultoria britânica Millward Brown. O jornal Financial Times publicou ontem (21/04) o estudo, revelando a conquista do portal de buscas: a marca Google tem valor estimado de US$ 86 bilhões, 30% a mais do que no ano passado. A receita do sucesso parece ser uma mistura de inovação, qualidade – não adianta fazer bem feito o marketing e esquecer dos seus produtos e serviços – e investimento não só no negócio propriamente dito, mas também na criação e na consolidação da marca. Entre os 100 primeiros nomes da lista da Millward Brown, nenhum é brasileiro. Acesse aqui um resumo do estudo, em inglês, e a tabela com as 100 maiores marcas.
Fernanda
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24/04/2008
Apostila para os doentes



Entende-se que a área de Recursos Humanos das empresas serve, entre outras coisas, para cuidar do bem estar dos funcionários. Mas nem sempre é assim. Uma amiga me contou recentemente que a companhia onde trabalha, um escritório de pequeno porte, distribuiu entre os funcionários uma apostila de seis páginas para impor regras aos doentes. Veja só: quem não puder ir trabalhar, deve ligar para a empresa até as 9h30 no máximo e falar com o chefe imediato ou com alguém do RH, para explicar a natureza da doença. Os recados não podem ser transmitidos a colegas. Assim, se o doente ligar e seu chefe ainda não tiver chegado, deve deixar um recado em sua caixa postal. Ah, recados deixados por familiares também não valem. E caso o mal-estar dure mais de um dia relatórios telefônicos sobre o desenvolvimento da doença são obrigatórios. Ao regressar ao trabalho, o empregado terá que preencher um formulário explicando detalhadamente a doença e submeter-se a uma entrevista com seu chefe direto sobre o tema. Não preciso nem dizer que os funcionários estão falando mal desse RH para todos os seus conhecidos. Me parece senso comum que funcionários impossibilitados de trabalhar avisem seus superiores de suas ausências. Será mesmo necessário fazer uma apostila para isso? Acho que a medida causou mais insatisfação do que qualquer outra coisa.

Adriana Fonseca
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25/04/2008
Benefícios em alta
Competir com empresas maiores na busca de bons funcionários nunca foi fácil.E prepare-se: a situação está ainda mais difícil. Estudo divulgado neste mês pela consultoria Hay Group, realizado com 113 grandes companhias, mostra que os peixões do mercado estão apostando cada vez mais alto na concessão de benefícios. Alguns exemplos: entre 2004 e 2007, cresceu de 89% para 93% a quantidade de empresas que oferece planos de previdência privada aos empregados. No mesmo período, aumentou de 31% para 45% a parcela que concede mensalmente o auxílio alimentação, com a distribuição de cestas básicas ou vales para compras. A parcela que custeia parte da educação de dependentes dos funcionários subiu de 8% para 11%. Além disso, atualmente, 68% das empresas bancam parte dos cursos de idiomas, graduação ou MBAs de seu time (não há dados anteriores para comparação).
No universo pesquisado, 80% complementam os benefícios concedidos pelo INSS em caso de afastamento por doença. Dessa forma, não há redução na renda do empregado afastado. Três anos antes, somente 73% faziam o mesmo. Outro dado: 88% oferecem celulares a seus funcionários com cargo de gerência para cima, em comparação com 73% em 2004. Conclusão: talvez esteja na hora de você também caprichar mais para os benefícios para não perder funcionários para a concorrência.
Carin Homonnay Petti
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Blogueiros
Adriana Fonseca, 28 anos, está na Pequenas Empresas desde 2002. Escreve de tudo um pouco - gestão, macroeconomia, oportunidades de negócios, exportação e legislação. Quando não está na redação, gosta de viajar para a praia, ir ao cinema, ouvir música, ler e assistir Lost. Não dispensa uma mesa de bar com os amigos nem brigadeiro.
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Bruna Borges, 22 anos, trabalha com o mundo dos pequenos negócios desde agosto de 2007, quando começou a estagiar na revista. De Presidente Prudente, no interior de São Paulo, ela se mudou para a capital paulista há três anos, para cursar jornalismo na USP. Divide seu tempo entre a faculdade, o trabalho e as baladas com os amigos para curtir a vida agitada de São Paulo.
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Carin Homonnay Petti é editora-assistente da revista desde 2005. Cobre principalmente finanças e gestão. Para variar um pouco, às vezes também escreve reportagens na área de comportamento. Nos fins de semana, faz de tudo para escapar de São Paulo, de preferência rumo a alguma praia com pouca gente e muito mato.
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Cristiane Monteiro, 40 anos, é editora de arte da revista desde o final dos anos 90. Iniciou sua carreira ainda adolescente, influenciada pelo pai, também editor de arte, seu melhor amigo e sua grande inspiração. Trabalha há mais de 20 anos na Editora Globo, onde já atuou em diversas publicações. Não por obrigação profissional, mas por prazer, gosta de vasculhar novidades do mundo gráfico e da fotografia. Adora música (ama os Beatles), cinema, teatro e artes em geral.
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Fernanda Tambelini, 27 anos, é repórter da Pequenas Empresas & Grandes Negócios desde 2006. Escreve sobre assuntos relacionados à gestão de pequenos negócios de forma geral, mas tem uma queda especial pelas pautas sobre sustentabilidade e inovações para a preservação do meio ambiente. Fora da redação, tenta colocar a teoria em prática na cafeteria da família, em São Paulo.
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A editora Katia Simões chegou à revista em dezembro de 1997. Desde então escreve sobre empresas, negócios, varejo, marketing e empreendedorismo, mas também já foi editora de moda, de beleza e de comportamento. Adora ler, bater papo com os amigos e dançar, além de curtir a filha adolescente, a Marina. Paulistana e urbanóide, é tricolor de coração.
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Marcello Berriel, polivalente como todo empreendedor, está envolvido com artes (gráficas) desde pequeno - quando criança adorava desenhar e na adolescência pintava telas a óleo. Antes de entrar para o mercado editorial, trabalhou por 10 anos com criação publicitária. Desde 2006 busca atrair os olhares dos leitores para as páginas da PEGN. Nas horas vagas curte a esposa, Denise, a filhota Luana e os seus dois bulldogues, Napoleon e Dartagnan.
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Marcia Krisman Bertazi trabalha com arte gráfica desde 1979, quando a cola e o estilete - e não o computador, como hoje - eram suas principais ferramentas de trabalho. Desde então, vivenciou inúmeras adaptações não só na forma, mas também na linguagem da profissão. Na PEGN 2002, colabora na paginação e finalização da revista. Gosta de viajar, curtir boa música e tem interesse especial por terapias naturais.
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Roberta Rossetto é editora-chefe da revista. Filha de empreendedor, trabalhou como executiva de comunicações, marketing e recursos humanos. Acumula mais de dez anos de atuação nas áreas de jornalismo de negócios, franquias e empreendedorismo. Nas horas vagas, gosta de cozinhar comidinhas simples, ler e curtir o filhão Ivo.
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Silvana Mautone decidiu que seria jornalista quando mal tinha entrado na adolescência - apesar de o pai, um comerciante italiano, ter tentado convencê-la a fazer direito. Editora da revista, já cobriu as áreas de negócios, finanças, gestão, governança corporativa e responsabilidade social. Uma das suas maiores paixões é viajar, de preferência com mochila nas costas, mundão afora.
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Viviane Maia é repórter da Pequenas Empresas e Grandes Negócios desde 2000, escreve sobre tecnologia e adora desvendar os bits e bytes para os empreendedores. Gosta de sair para bater papo com amigos, curte música e não dispensa uma boa balada de samba e de rock.
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Wagner Roque, jundiaiense por natureza e paulistano por adoção, é editor-assistente da revista, onde trabalha desde 1996. Especializou-se em matérias sobre oportunidades de negócios, mas gosta de escrever sobre qualquer assunto. Nas horas de folga curte ler, ver filmes, beber com os amigos e dançar - encara qualquer ritmo.
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